1. É muito comum a malta sobre-valorizar os que morrem, maxime por comparação ao período em que viveram. Gostaria de dizer que, apesar de ter um grande respeito por cada um dos seres humanos (a começar pelas crianças em África as quais morrem uma a cada 4 minutos) que povoam esta Terra, não nutria - antes como depois de morrer - grande simpatia pelo Michael Jackson, assim como não nutria pelo nosso Vasco Granja, e assim como, quando um dia o Dr. Mário Soares, por exemplo, partir do mundo dos vivos, não vou sentir grandemente a sua perda (ainda que reconheça grande valor e coragem na sua luta ao comunismo no pós-25 Abril), por mais que os media cor-de-rosa se esforcem no dramatismo. Nasce-se, vive-se, morre-se. Antes eles que os meus. Amen.2. Aliás, pegando nos media cor-de-rosa gostaria de dizer que a malta que compra estas revistas e vê estes programas é a mesma malta que instiga a actividade de paparazzi que perscruta por sua vez a vida privada daqueles que supostamente são reverenciados. E depois têm muita pena quando o pessoal a quem não deram 5 minutos de sossego nesta vida finalmente morre. Foi assim com o Lady Di, Freddie Mercury, Michael Jackson, Michael Hutchense, etc. Se isto não é paradigmático de um mundo louco, desequilibrado e sanguinário, vocacionado para consumo rápido de pessoas e bens, sem pausas para a reflexão, não sei o que será. Penso que todos deveriam pensar muito bem a quem dão dinheiro a ganhar.
3. Jacko era, a meu ver, um músico sem especial talento (a maior parte dos seus temas eram escritos por outros), exímio dançarino e com instintos de boa pessoa num meio relativamente ao qual sempre parecera francamente desajustado. É normal que uma criança que já trabalhava na indústria de entretenimento aos 5 anos e que era uma mega-estrela aos 20 nunca tivesse tido hipóteses de seguir um curso de vida equilibrado. A verdade é que a indústria da música, com o apoio dos supostos fans, criou um monstro. Extravagante, despesista, patologicamente assustado, possivelmente pedófilo, sem rumo ou casa certa. Jacko foi sempre o freak de serviço no seu próprio freak show. Não vejo grande beleza nisso, antes ou depois do dia de hoje.
4. Mas não há nada de positivo a retirar da morte de Jackson ? Há. Olhem pela vossa saúde cardíaca. Controlem o stress, façam exercício, comam legumes, e comam-se uns aos outros àquela hora que ninguém desconfia. "Ah mas não encontro a pessoa certa" ? Please...dêem uma hipótese a vocês próprios.

11 comentários:
Bela sacanagem. A mim surpreendeu-me primeiro, porque estava a jantar, e depois, como já disse, porque achava que não podia morrer. Tipo boneco.
Gostei muito deste post, parabéns.
estou de acordo contigo.
não me aquece nem me arrefece, mas agora que esticou o pernil já era um gajo porreiro e coiso...
Também nunca gostei do gajo. Racista e pedófilo, para além do exibicionismo desmesurado.
Ah, como dizem os brasileiros:
"morreu, fedeu"
Discordo com algumas coisas, mas em geral é mesmo como dizes...
E acima de tudo, não queiram ser o que não são. Perdem demasiadas energias, quando as poderiam utilizar a fazer coisas bem melhores.
toma e embrulha, toma lá. deixem-se de merdas, fds queres ver que tenho de morrer para se lembrarem de mim e do quão maravilhosa sou, e tão talentosa, e tão rainha de qualquer coisa, da pop não concerteza, mas arranja-se já outra coisa para eu reinar, e bla bla bla bla bla.
pah se o gajo n tivesse andado a dormir com miudos eu ainda suportava esta histeria, as criancinhas que ele possivelmente molestou tambem devem amar ficar a recordá-lo para sempre como um ser maravilhoso. é isso e bater palmas ao carlos cruz qd aparece.
Tudo dito, não podia estar mais de acordo da primeira à última linha.
Bjos
Tita
Pedófilo?
Este pessoal não sabe o que quer dizer ILIBADO?!
adj.
1. Não tocado.
2. Sem mancha; puro.
3. Reabilitado.
Meus caros,
Tenho mais pena pelo triste exemplo humano de MJ do que por um mundo sem MJ.
Caro Dylan,
Em rigor o que eu disse foi "possivelmente pedófilo". E reservo-me ao direito de achar isso mesmo uma vez que um dos processos de pedófilia foi resolvido por acordo extra-judicial, tendo-se arquivada a queixa que deu origem ao processo.
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