segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
O problema de uma democracia ...
domingo, 29 de Novembro de 2009
Não esquecer ...

sábado, 28 de Novembro de 2009
O mundo está ao contrário
sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Porque é que um sacana sempre cai aos pés de uma mulher exótica?

Interrompemos esta emissão para informar que ...
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Histórias que o tempo (quase) apagou

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Enough is enough
Estou a pensar em enviar este conto a este concurso. Não parece mas é sobre o Natal. Welcome to the dark side of the force.
"Sem perdão e sem Natal
Nos noticiários não se falava noutra coisa. Dos jornais, revistas, rádios, televisão, computadores vinham há mais de dois anos permanentes alertas sobre a falta de qualidade do ar, índices de humidade insatisfatórios, surtos de patologias cardíacas associadas a falta de capacidades respiratórias e, como por magia, milhões de descendentes de macacos começaram a cair como tordos. Era oficial, estávamos a poucas semanas de acabarmos todos. Tudo parecia um sonho mas quando acordávamos de manhã a triste verdade continuava a cercar tudo o que éramos, a roubar-nos o ar. A nós, os últimos humanos a povoar a Terra! Como é que chegámos a isto?
Não aguentava mais estar em casa. A imagem vã daquele cidadão que estava tão deprimido que nem tivera forças para ir levantar o prémio da lotaria, mergulhou os que restavam num pesado lodo de lágrimas e perguntas.
Então era a isto a que o fim se parecia! Estava tão próximo que finalmente dava para ver o seu rosto, o branco dos seus olhos, o hálito de quem governa absolutamente os destinos das gentes do mundo. E o nosso destino quase imediato mais não seria do que chorar, revirar dúvidas e poisar serenamente sobre a espera por uma falha cardíaca que simpaticamente nos fechasse as vistas com a mesma suavidade com que uma mãe as abre na origem.
A maior parte das pessoas ainda saudáveis desistiram dos seus empregos, e viviam os últimos dias a partir do lar, com os seus. Mas eu não. Preferi sair à rua e arrastar os meus ossos até à zona dos bares. Como a Paris de 1940, a meros dias - e depois horas, e depois segundos - da invasão Nazi, a zona dos bares estava cheia, rebentava pelas costuras. Quando estás a poucos dias do fim, o dinheiro deixa de ter a mesma importância. E a normalidade é um refúgio demasiado distante, que custa olhar de frente.
As ruas enchiam-se de formas de loucura. Não me apetecia beber mas também não me apetecia ficar em casa. Vi um anúncio de oferta de emprego (já poucos aceitavam trabalhar) numa casa de alterne e resolvi aceitar. Nem sei bem porquê. Seria a vontade de foder? Sim, claro. Mas também o "já nada mais importar". Nem sequer diria aos meus chefes na firma de contabilidade que não contassem mais comigo. Limitar-me-ía a não mais aparecer. E já agora ... contabilidade para quê? o que é que faltava contar? as árvores que atirámos abaixo e que nos deram durante milénios de inspirações e sombra? as águas que sujámos por imprecaução ou abuso? os outros habitantes do planeta a que negámos direito à vida? Mas também essas contas eram afinal polutas. Falhámos. Como raça. A todos e a nós próprios. Nada mais havia para contar.
À entrada da casa de alterne, que por acaso se chamava "Copacabana", deparo-me com uma manifestação de padres e afins que agitavam no ar nervosamente a Bíblia. Falavam em perdoar. Falavam no próximo mundo. Tivesse eu próprio forças, e batia-lhes como se não houvesse "o-amanhã-que-já-sei-que-não-vai-haver".
- Saiam da frente, vermes. Matámos o planeta, o planeta matou-nos a nós. Deixem lá Deus no seu canto sossegado. Já sabemos que foi o primeiro a abandonar esta terra... e foi o melhor que fez. Não há nada a fazer com gajos como nós! Se pudéssemos até Deus teríamos exterminado. Não há perdão nem para nós, nem para si Padre. O inferno vai descer à Terra para que finalmente haja paz. Percebe? Você e eu... somos o anti-Cristo, o cálice que Jesus afastou.
E assim me afastei eu, enquanto descia aquelas escadas para o perfume barato, reflectindo nas linhas que muitos séculos antes Victor Hugo redigira: "Si souffrir nous devons, souffrons sur les tailles"*. Talvez se tivéssemos dado mais atenção ao Natal noutros anos, o caminho se pudesse ter tornado, algures no processo, mais claro. Não o Natal das prendas e dos prazeres materiais, que esse é uma questão de cartão visa e dura o ano todo. Mas o Natal que nos relembra que estamos entregues a nós próprios, que depois de nós, como um todo, nada mais há que nos possa salvar. Um Natal que pressupõe darmos as mãos, nem que seja para saltarmos juntos e com amor sobre o penhasco do nada.
Lamentavelmente nesse ano o Natal chegou demasiado tarde, desprovido do que celebrar, e acompanhado apenas nas cidades vazias por uma perdida telefonia que ecoava sozinha e ad eterno velhas melodias da rádio.
* “Se temos que sofrer, então soframos nos limites” (tradução livre)"
Sempre quis escrever um conto de Natal em que todos morressem no final...
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Quer ganhar um cheque de compras da FNAC? Pergunte-me como (Grande Concurso "foi um touro que o matou")

O PRÉMIO:
Porque a única forma de sobrevivermos a segundas-feiras ...

sábado, 21 de Novembro de 2009
We are all but Christian Vs Troy

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Este blog rende-se a José Pedro Gomes
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
E o prémio "the good times are just ahead" vai para ...

For I'm a lost war (mas vocês salvem-se ...)

Há um pequeno punhado de pessoas que me conhecem na vida real e que sabem que eu tenho este blog. Dessas, a maioria são amigos/ou a minha irmã os quais porque me estão longe da vista mas jamais do coração, têm neste blog um desinteressante canal de acesso ao que me vai na alma. Fora destes últimos há um ainda mais pequeno punhado de pessoas que ao longo da história deste tasco fui conhecendo e que me fizeram uma pessoa (ligeiramente) melhor, pela bondade, ensinamentos e sensatez que souberam trazer até este velho saco de ossos. Num ou noutro caso, lançámos juntos as bases para amizades futuras (a amizade, como é consabido, é um posto ... excepto claro nos partidos políticos, em que é sobretudo uma questão de pastar na lixeira certa e sorrir para as câmaras).
e queria lembrar-me de como cheguei lá mas não consigo...
achei graça, já ter passado um ano
00:27
Pulha Garcia
deve ter sido num daqueles dias de jantares bem regados
00:28
Ela
olha que não...
00:28
Pulha Garcia
é normal que não te lembres. nesse dia adormeceste naquela rua detrás de tua casa
onde as crianças andam de bicicleta
00:29
Ela
ahahahahha
00:29
Pulha Garcia
no dia a seguir cheirava a álcool na Arruda
00:29
Ela
ou na Estrada da Luz
00:30
Pulha Garcia
e ainda por cima cheirava àquele tinto carrascão
00:30
Ela
um horror...
00:30
Pulha Garcia
nada de tinto frutado ou assim
era mesmo do pacote
00:31
Ela
com ou sem torneirinha?
00:31
Pulha Garcia
tu é que estavas lá...
00:31
Ela
não, pelo relato tu é q estavas...
00:32
Pulha Garcia
não, eu apenas me lembro das pessoas nas notícias a comentarem
00:32
Ela
tens uma excelente memória...
e eu sou motivo de noticia
00:33
Pulha Garcia
Anda tudo bem contigo?
já não está na hora de te ires deitar e fazer um chichizinho?
00:34
Ela
infelizmente, AINDA não fui a Paris...
(estive a ler os teus comentários)
00:34
Pulha Garcia
lá chegarás, minha querida.
00:34
Ela
não tenho sono
00:34
Pulha Garcia
É só encontrares o camionista certo
00:35
Ela
ando numa fase de insónias horrorosa
"o camionista certo"....
bem...
00:36
Pulha Garcia
sim, um daqueles que se lava
com alguns dentes
00:36
Ela
palavras sempre queridas
00:36
Pulha Garcia
e já familiarizado com a ideia de desodorizante
(... segue-se um período em que "ela" se queixa da minha insensibilidade sacana, mas durante o qual, mesmo assim, não consegue parar de rir; pedi-lhe autorização para fazer copy paste desta conversa ao que ela me responde que sim, desde que eu admita que ela é a minha "musa" ... o que ela foi dizer...)
01:04
Pulha Garcia
por isso teres uma expectativa de me veres a referir-me a ti como musa...
01:04
Ela
não tenho
01:04
Pulha Garcia
é pedir que eu diga algo chocante... porque eu sou, antes de tudo - não esqueçamos - um sacana velho, amargo
torcido
pela vida
01:05
Ela
és torcido, labirintico, dificil
mas não és amargo
01:05
Pulha Garcia
mal mandado
01:05
Ela
uiii isso sim...
01:05
Pulha Garcia
injustiçado pelos media
01:05
Ela
muitissimo mal mandado
01:06
Pulha Garcia
esquecido pelos trovadores
e pelos cancioneiros
e pelos escultores
01:08
Ela
ahahahahahhah
01:09
Pulha Garcia
vai dormir
01:09
Ela
às vezes (raras) sou bem mandada....
01:10
Ela
estás a mandar-me p cama?
01:10
Pulha Garcia
com essa bubadeira estavas à espera do quê?
01:10
Ela
tu não te desgraces!!
01:10
Pulha Garcia
é que ainda por cima és como os alcoólicos
achas que não estás alcoolizada
01:10
Ela
e não me irrites os caracóis
01:10
Pulha Garcia
são os piores
01:12
Pulha Garcia
Chichi cama que eu tenho um copy paste para fazer
01:12
Ela
Se há alguém em interessante estado etilico serás tu e não eu
a mim só me podes acusar de privação de sono
01:12
Pulha Garcia
há tanto tempo que eu não bebo
01:12
Ela
água?
01:13
Pulha Garcia
Abril de 74 tirou-me toda a vontade
01:14
Ela
e assim me arrancas gargalhadas...
homem, não devias ir dormir?
01:16
Pulha Garcia
devia mas os bêbados não me largam
01:17
Ela
como essa frase não é para mim...
01:17
Pulha Garcia
é o que um alcoólico responderia
01:19
Ela
vou para a cama
e tu tb devias ir
01:19
Pulha Garcia
ora bem. Vais ver que vais ter um soninho descansado
ahahhahah
01:19
Ela
preciso...
01:20
Pulha Garcia
de mais um copo
?
01:20
Ela
não
01:20
Pulha Garcia
para o caminho, claro
01:20
Ela
de dormir!!!!
01:20
Pulha Garcia
para dar coragem
aquele último copo para limpar a tripa
(fim de transmissão)
Paris c'est toujours Paris
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
And now for something completely different ...
Eu sei. Parece montagem. Mas não é. O artista é mesmo um bom artista.
Porque não se pode salvar o mundo a partir do sofá (não obstante todas as outras coisas que nos podem acontecer em Sofa Mode) ...
domingo, 15 de Novembro de 2009
Este Sábado houve teatro

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Já vai sendo tempo de preparar o meu sarcófago ... (como vai ser a minha inscrição funerária)

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Porque insondáveis são os caminhos da blogosfera
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Quando é que vamos perceber ...
... que a autoridade dos professores tem que ser por todos respeitada, valorizada, planeada, organizada e por fim agradecida? que sem eles não há futuro? Admite-se que pais queiram pressionar os professores? Direcções escolares que exigem um número mínimo de alunos obrigatoriamente passados?
Não digo isto a propósito da avaliação de professores - uma ideia com a qual estou absolutamente de acordo desde que envolva critérios objectivos, baseados no mérito e assiduidade, e válidos para todos os professores de Norte a Sul do País - mas apenas porque, na minha perspectiva de cidadão, considero que é motivo de vergonha nacional a forma como algumas profissões, a começar nos polícias e a acabar nos docentes, são tratadas.
Países há em que as escolas ainda se dão ao respeito. É começarmos por aí. Por copiarmos os modelos que funcionam (na Holanda por exemplo até uma padeira fala um Inglês melhor que quase todos os políticos e Presidentes de Conselho de Administração que temos). Com humildade, trabalho, sem sindicatos ou politiquices baratas.
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Que nunca fizeram um muro suficientemente duro para oprimir perpetuamente a raça humana



domingo, 8 de Novembro de 2009
Detective Garcia, o gato ladra e o cão mia: Quem tramou o Noddy?

Limpava a Smith & Wesson com os pés em cima da minha secretária quando a minha assistente, a sempre pronunciada Pussy Maure, parou de limpar as unhas e entrou de rompante pelo meu gabinete.
- Detective Garcia, já está na hora de brincarmos aos "polícias e ladrões"? Desta vez quero fazer de Leonor Cipriano...
Era bronca como uma porta mas eu gostava dela assim.
- Hoje não, Pussy. Acabei de ler os desportivos. Tramaram o Noddy. Tenho que ir ver o que se passa.
Sai à rua e prontamente dei um golo no meu cantil de Bushmills. Afinal de contas tinha um encontro marcado com o Soares Franco, e nestas coisas é importante entrar no ritmo. Quando cheguei ao bar onde tínhamos combinado, já “muita água tinha passado debaixo da ponte”. Demasiada, na verdade, e de água propriamente dita tinha pouco. Via-se que havia sido um dia difícil. Depois de meia dúzia de balelas sobre scones e golf, decidi atalhar caminho:
- Ouve aqui, Franco. O que eu quero mesmo saber é quem é que tramou o Noddy? – e atirei a fotografia da outrora divertida personagem para cima do balcão.
O grande homem começou a chorar como uma criança. Não se percebia nada do que dizia. Balbuciava “números da dívida”, “negócios imobiliários falhados”, de como o Taveira os tinha tramado a todos, e acabava sempre as frases com a enigmática palavra “Titanic” ... Resolvi dar corda aos sapatos que aquilo parecia um fado do João Braga. Cheirava a desgraça mas não se percebia exactamente porquê.
Faltavam pistas e sobravam dúvidas. Mas ninguém passa a perna ao velho detective Garcia. Tinha descoberto pela CNN que nas montanhas de Alvalade vivia um fundamentalista da causa... o Dr. Dias Ferreira.

Seguramente que aí conseguiria obter mais informações. Contudo, quando me encontrava à porta da caverna, o Dr. Dias Ferreira mandou anunciar pela criada que estava a rever a cassete Beta com a vitória dos 7-1 sobre o Benfica (época 1986/87) e que não tinha tempo para enviados do Jesus.
Perguntei à simpática mensageira se era frequente o eremita reagir assim, ao que ela me disse em tom de confidência:
- O Dr. anda muito estranho. Desde o empate em Alvalade com o Venstspills que o Dr passa o dia a repetir "o Benfica é merda!", "o Benfica é merda!"... "que fique claro que o Benfica é merda!".
Admito que fiquei intrigado. O que é que o Benfica teria a ver com a queda em desgraça do Noddy? Nada? ...Tudo?
Cada vez mais questões assaltavam a minha mente de investigador. Era evidente que o pequeno Noddy nunca tivera hipótese. Alguém tramara o pequeno homem do guizo e eu tinha a certeza que era um trabalho de dentro. Senti-me revoltado. Cruel mundo este em que as pessoas não percebem que colocar em campo o Tonel para a posição de avançado no jogo contra a Fiorentina, poderia ter resultado (na Playstation, por exemplo, nunca falha).
Prometi solenemente que esta era uma investigação que eu não iria largar. E tão compenetrado ía eu nos meus pensamentos, naquela noite de chuva em que regressava ao conforto de peitos amigos, que nem reparei numa parede cheia de grafitis onde se podia ler a palavra "forever".
Nota: Todas as fotografias foram gentilmente gamadas ao blog Visconde Gay;
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Areia até aos ossos

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
O estranho caso de Fortune Chukwudi

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Porque o pobre estado da nossa Justiça tem uma explicação e um rosto político ...


And now for something completely different
Este gordo sempre foi um dos meus preferidos. "Para não ser guloso, está a perceber?"
In the end, the biggest drop is on me

been trying to meet you
mmmmmm hmmmmm
hey
must be a devil between us
or whores in my head
whores at my door
whore in my bed
but hey
where
have you
been
if you go i will surely die
we're chained
we're chained
we're chained
we're chained
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
uh said the man to the lady
mmmmmm hmmmm
uh said the lady to the man she adored
and the whores like a choir
go uh all night
and mary ain't you tired of this
uh
is
the
sound
that THE MOTHER MAKES WHEN HER BABY breaks
we're chained
we're chained
we're chained
we're chained
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
we're chained (chained)
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Viagens de aventuras para o ano 2010

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
We need to talk about infertility

Sobre a beleza na Bíblia









